"Si nada nos salva de la muerte, al menos que el amor nos salve de la vida", Pablo Neruda.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
um nada sobre a minha relação com o céu
Por muito tempo da minha vida, andei olhando para o chão; para os meus pés, na verdade. Tropeçava em mim mesma e trombava nas pessoas. Hoje em dia percebo que não consigo mais andar sem estar olhando para o céu; seja de dia, seja de noite. O céu é incrível. Ele nunca está igual, e está sempre estonteante, mesmo quando no breu absoluto no qual nada se enxerga. E continuo tropeçando em mim mesma e trombando nas pessoas.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
note 10
Eu só queria ter a coragem de poder viver a vida do jeito que eu quero: sem obrigações. Sem ter o peso da expectativa dos outros encima de mim. Livre.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
o primeiro sonho contigo
É um sonho antigo. Foi um sonho confuso. E provavelmente o primeiro de muitos que tive contigo. Era noite, e a Lua estava enorme, e estava frio. Não sei o porquê você estava no telhado de uma concessionária com o seu antigo amor. Fiquei aflita, tentei te ligar; e quem atendeu foi seu pai, dizendo que você estava com o celular dele, felizmente ele me passou o número. Te liguei, e quem atendeu foi o seu, pra mim, tão assustador antigo amor. Ela estava desgostosa. Mas então depois de muita conversa entre vocês, vocês desceram. E começou a chover; você abriu um guarda-chuva e eu já estava preparada para vê-lo abrigar seu antigo amor. Para a minha surpresa, seu guarda-chuva veio me cobrir, junto com o seu abraço. E eu acordei. E acho que afinal de contas, só resolvi escrever sobre isso para eu não me esquecer do quão boa foi a sensação do seu abraço me acordando. Mesmo que só em sonho.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
para explicar o amor
"Acho a coisa mais simples, mais definitiva, pra explicar o amor entre duas pessoas: gostava dela porque era ela, porque era eu", Chico Buarque.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
eu e o ciúme
Não queria ser tão ciumenta. Mas aí o ciúme nato e a auto-estima inexistente se fundem e criam o monstro que eu sou.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
note 9
Esse sentimento é estranho, mas um estranho bom. E ocasionalmente me assusta, causa um medo similar à subida da montanha-russa. E despenca, e dá o frio na barriga; e no final do passeio, sempre vale a pena.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
erro
Às vezes acho que eu exijo demais das pessoas. Exijo bem mais do que elas podem cumprir; e exijo coisas que sequer estão no meu direito de exigir. Faço o que não posso, ao exigir demais delas, e me decepciono. E no final, é tudo um ciclo vicioso que me faz entender que eu faço as coisas erradas, ininterruptamente. E apenas isso. O erro sou eu, e somente eu.
sábado, 5 de maio de 2012
sobre o rapaz
Era uma vez um rapaz. Este rapaz, tão singular, enxergava o mundo com a mesma singularidade; e vivia a vida da mesma forma, de um jeito brilhante e sombrio. Apenas vivia, não esperava e, muito menos, planejava mais do que isso. Vivendo neste século tão apressado, planejado, calculado e relativamente desprezível, se sentia deslocado. Aos seus olhos, as estrelas apagadas pelas luzes de Paris ainda podiam ser vistas; aos seus ouvidos, cada nota e palavra das músicas podiam ser sentidas; à sua pele, o piscar dos olhos alheios o espancava; a ele, a vida era uma fotografia e não uma longa-metragem. Planos não eram feitos, e promessas só eram feitas sob circunstâncias muitíssimo especiais. Instabilidade era algo que preenchia cada célula de seu ser, e ele não poderia se ver de forma diferente. Cheirava a café, algo limpo, cigarros, vinho e viagens; e deixava rastros de algo semelhante a pó celestial. E quando queria, surgia na vida de alguém com rapidez; e se quisesse, desaparecia mais rápido ainda. Era, admito, alguém difícil de se lidar; e ainda assim, cativava quem passasse pelo seu caminho. Ou melhor, no caminho de quem ele quisesse passar por. Com tanta incerteza, era decerto que fazia melhor à razão e à sanidade de qualquer indivíduo não ter seu caminho cruzado por ele. Mas se por ventura alguém fosse escolhido para viver um período de tempo com o rapaz, e mais tarde tivesse a opção de voltar no tempo e fazer o contrário, acabaria que não mudaria nada. E qual a surpresa em dizer que a menina que vos escreve se apaixonou pelo rapaz?
terça-feira, 1 de maio de 2012
três meses
Fazem exatos três meses que eu me senti inatingível. E acho que eu estava mesmo. Nada poderia me atrapalhar naquela tarde; somente, talvez, a distância iminente. Fazem exatos três meses que eu venho sentindo uma lembrança me abraçar.
sobre se apaixonar
Se apaixonar é como se pegassem tudo o que você é, colocassem em uma corda bamba, com dois pesos diferentes de cada lado, encima de algum ácido ou até lava; e ter de se virar com isso. E mesmo quando você inevitavelmente se desequilibra e cai, não se lamenta.
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