sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

falava

E eu via teu olhar, e te via falar. Falava, falava, falava... Falava calmo, falava pouco, mas falava e falava. Me contava, me perguntava, me segredava e com a tua voz quase me apertava. Tua voz acariciava o meu ouvido, mas não sei por onde eu ouvia, não sei não. Ouvia com os olhos, ouvia com a pele, ouvia o teu cheiro; só ouvia. E via. Você falava, falava e falava, e eu via tudo o que falava sair da linha fina dos teus lábios, dar uma pirueta e se formar na minha frente. E falava, falava e falava, e sumia. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

sem título

Não sei como começar isso, sequer sei o que vou escrever. Acho que no fundo, só quero que leia isso pra postergar mais um pouquinho o fim de tudo. Mesmo que eu não vá obter resposta, sei que você vai ler; isso já adianta um pouco pra mim, sabe?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

bilhete 1

Tanto ontem quanto hoje, não saía da minha cabeça se seria certo continuar te procurando, mandando mensagens para falar as coisas aleatórias que tenho vontade de compartilhar contigo, sendo que eu sei que não podemos ser amigos. Não imagina quantas vezes tive que me conter para não pegar o celular e digitar uma besteira qualquer para te mandar. Sendo assim, vou te escrever essas minhas "cartas" (quase bilhetes), que eu nunca vou saber se chegaram ou não ao seu destino. Todas as besteirinhas que eu te mandaria, vou junta-las ao longo do dia e te mandar de uma vez. Sei que o dia ainda não acabou, mas queria já lhe contar; não é engraçado – para não dizer trágico – que justo hoje o tema da minha aula de redação foi "saudade"? Inclusive, o professor leu um texto de autoria dele, e como o achei apropriado para nós dois! Confesso que foi um saco segurar choro na aula...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

note 19

Viver anda doendo demais. Não sei se a dor é pela falta ou pelo excesso, cada um de uma coisa.

confissões pós "primeiro encontro"


Já se passaram tantos meses desde o nosso primeiro "encontro". Encontro entre aspas pois pela palavra "encontro", as pessoas deduzem um jantar romântico, ir ao cinema juntos, juras de amor. Prefiro muito mais o que foi o nosso primeiro encontro, talvez eu prefira exatamente por ser contigo. Já faziam o quê? Uns três meses que nos falávamos mesmo? Acho que sim. Começarei as confissões.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

preferidos

Estava cá pensando, pensando em qual a minha parte favorita do teu corpo. Que coisa mais difícil. Poderia ser clichê e dizer que são teus olhos, que mesmo não sendo azuis, neles me afogo; me afogo pelo mistério, pela hipnose na tua mudança de cores, nas manchinhas que têm. Poderia ser sem vergonha e dizer que é a tua bunda que, junto às covinhas da mesma, tem o encaixe perfeito na minha mão; preenche. Poderia dizer que é o teu cheiro, que é uma mistura do cheiro inexplicável da tua pele e do teu perfume que deve conquistar tantos narizes. Poderia dizer que é a tua pele, que tem o cheiro já supracitado, mas também é cor de leite e tem a textura perfeita. Poderia dizer que são teus ossos: a escápula, quando te vejo de costas ou aperto com as mãos quando deitado encima de mim; ou a clavícula que me aperta o peito quando se deita em mim. Poderia dizer que é o teu pescoço que, coitado!, fica todo marcado pela minha cisma. Poderia dizer que é a tua boca, que marca todo o meu pescoço sem eu sequer notar. Poderia dizer que são tuas mãos, que pegam as minhas para beijar. Poderia dizer que é o teu cabelo, que é maravilhoso para neles meus dedos se perderem, apesar de sempre fugir. Poderia ser a boba apaixonada que sou e dizer que é você todo, porque é... Mas afinal de contas, acho que prefiro manter a discussão em aberto, para todas as partes serem as favoritas enquanto correm os segundos. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

note 18

Falta ar, falta espaço no peito, falta equilíbrio, falta bem estar e até sensação de normalidade. Tudo o que eu sinto é o incessante rodopiar do meu estômago e as agulhas perfurando as palmas das minhas mãos e meus pulsos. 

domingo, 12 de agosto de 2012

divagando

Não sei se é porque a palavra "amor" se tornou banalizada, dita por pessoas que mal se conhecem e não amam realmente a pessoa a quem dizem "eu te amo", mas eu só gostaria tanto de poder criar uma palavra que significasse tudo o que eu sinto por ti. "Amor" parece pouco, "amor" parece ridículo perto do que eu sinto. Nunca disse "eu te amo" pra alguém que eu não realmente amasse, independente do tipo de amor. Acho que afinal de contas, eu disse "eu te amo" para pouquíssimas pessoas nessa vida. Eu lembro que você disse que me amava não muito depois que nos conhecermos melhor. Eu já te amava na época, pra falar a verdade; mas achei que você estivesse dizendo por dizer, só por estarmos nos despedindo depois de uma longa conversa com risadas. Você podia nem me amar de verdade na época, mas ler aquelas duas palavrinhas fez meu coração saltar, e eu ficar toda boba apaixonada, como sempre fiquei em relação a você. E ainda fico. Acho que, pra mim, o pior da palavra "amor", e de qualquer outra palavra em qualquer dicionário nesse mundo, é que nunca vai expressar o que eu realmente sinto. Um livro gigantesco não expressaria o que eu sinto, ou um desenho, ou uma música... Nada realmente expressaria o que eu sinto. Nem eu mesma consigo expressar. Isso chega a ser ridículo de tão frustrante. Nem mesmo estar junto a ti e te abraçar ou beijar ou qualquer coisa... Nada, absolutamente nada, vai conseguir mostrar o que é o meu amor por você. Se eu tento pensar, consigo imaginar – sentir – numa explosão e infinitas cores se fundindo, uma mistura de sensações e texturas e gostos... É confuso mesmo. Pode parecer exagero, ainda mais considerando o quão exagerada eu sempre fui e sou, mas prometo que não é. Acho que a forma mais simples de colocar em palavras o que é o meu amor por você, é que é a coisa mais intensa que eu já senti em toda a vida. Dá até medo sentir isso por alguém, mas é um medo bom; um medo que eu não mudaria. Afinal de contas, divaguei demais e não disse nada... Mas tente sentir uma explosão com infinitas cores, sensações, texturas, gostos, cheiros e um aperto – literal – no coração; é isso que eu sinto por você. 

domingo, 5 de agosto de 2012

sentir falta e saudade

Já ando misturando muito do que é sentir falta e do que é saudade, na verdade. Não sei se sinto ou falta ou saudade, acho que ambos, de uns pequenos detalhes; detalhes que a maioria das pessoas deixaria passar em branco talvez. Sinto falta, e saudade, de estar deitada na rede, esperando você chegar; esperando você chegar com o seu ar pálido, de quem não queria sair de casa mas o fez porque quis; e me plantar um beijo de leve nos lábios. Sinto falta, e saudade, das minhas tentativas de te fazer cócegas e aquela risadinha de leve que você dava quando eu conseguia; e do teu olhar reprovador por conseguir. Sinto falta, e saudade, de tentar definir a cor dos teus olhos em determinado momento; e você me responder que é um camaleão. Sinto falta, e saudade, de ouvir você constatando minha baixa estatura e eu ficando nas pontinhas dos pés, agarrada ao teu pescoço pedindo para não se curvar. Sinto falta, e saudade, de te abraçar com o celular, tocando Frank Sinatra ou Glenn Miller (e até mesmo a música breguíssima do McFly que era meu sonho adolescente dançar), na mão enquanto dançávamos desajeitadamente, quase parados. Sinto falta, e saudade, de tremer quando abraçados enquanto tentamos fumar. Sinto falta, e saudade, de ver teus olhos apertadinhos em uma linha imitando os meus; e de quando rola os olhos me imitando para que eu faça o mesmo; e da tua risada quando eu de fato rolo os olhos. Sinto falta, e saudade, de quando morde os lábios fazendo uma careta que era para ser sensual. Sinto falta, e saudade, de sentir o teu cheiro, que é pele e perfume; e de nunca conseguir explicar qual o cheiro da tua pele. Sinto falta, e saudade, de toda a atmosfera cheia de fantasia, e uma certa utopia, que é estar contigo. Sinto tanta falta, e tanta saudade, de você e você e você. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

note 17

Contraditória é a sensação de deitar e procurar suas pernas, para nelas as minhas se enroscarem. Contraditório pois é triste não encontra-las, contraditório pois é feliz saber que um dia elas estiveram lá.