E eu via teu olhar, e te via falar. Falava, falava, falava... Falava calmo, falava pouco, mas falava e falava. Me contava, me perguntava, me segredava e com a tua voz quase me apertava. Tua voz acariciava o meu ouvido, mas não sei por onde eu ouvia, não sei não. Ouvia com os olhos, ouvia com a pele, ouvia o teu cheiro; só ouvia. E via. Você falava, falava e falava, e eu via tudo o que falava sair da linha fina dos teus lábios, dar uma pirueta e se formar na minha frente. E falava, falava e falava, e sumia.
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