sábado, 13 de outubro de 2012

sonho da samba canção

No pouco que consegui dormir essa noite, na verdade acho que foi durante a manhã, sonhei contigo, como sempre.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

precisamos conversar

A maior prova de que os relacionamentos de hoje em dia, generalizando, não são tudo aquilo que um relacionamento deveria ser, é o clichê do "precisamos conversar". As pessoas sempre associam essa pequena frase, essa coisinha tão necessária, com brigas, decepções, término, mágoa, lágrimas. Mas o que faríamos se não conversar?! "Precisamos conversar...", precisamos conversar em segredo, precisamos conversar em silêncio, precisamos conversar com os olhos, precisamos conversar com as mãos, precisamos conversar com o corpo, precisamos conversar com nossos sentidos, precisamos conversar com sorrisos, precisamos conversar entre lágrimas, precisamos conversar com carinhos, precisamos conversar com beijos e entre beijos; nossos dedos precisam conversar entrelaçados, nossas pernas precisam conversar enroscadas, nossas bocas precisam conversar grudadas, nossos sentimentos precisam conversar recíprocos... Precisamos conversar com amor, meu amor. 

domingo, 30 de setembro de 2012


Já faziam uns bons dias que eu não abria o meu – o nosso – caderninho. Acho que não senti tanta falta de fazê-lo por estarmos tão perto um do outro ultimamente. Mas acabei de lê-lo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

falava

E eu via teu olhar, e te via falar. Falava, falava, falava... Falava calmo, falava pouco, mas falava e falava. Me contava, me perguntava, me segredava e com a tua voz quase me apertava. Tua voz acariciava o meu ouvido, mas não sei por onde eu ouvia, não sei não. Ouvia com os olhos, ouvia com a pele, ouvia o teu cheiro; só ouvia. E via. Você falava, falava e falava, e eu via tudo o que falava sair da linha fina dos teus lábios, dar uma pirueta e se formar na minha frente. E falava, falava e falava, e sumia. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

sem título

Não sei como começar isso, sequer sei o que vou escrever. Acho que no fundo, só quero que leia isso pra postergar mais um pouquinho o fim de tudo. Mesmo que eu não vá obter resposta, sei que você vai ler; isso já adianta um pouco pra mim, sabe?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

bilhete 1

Tanto ontem quanto hoje, não saía da minha cabeça se seria certo continuar te procurando, mandando mensagens para falar as coisas aleatórias que tenho vontade de compartilhar contigo, sendo que eu sei que não podemos ser amigos. Não imagina quantas vezes tive que me conter para não pegar o celular e digitar uma besteira qualquer para te mandar. Sendo assim, vou te escrever essas minhas "cartas" (quase bilhetes), que eu nunca vou saber se chegaram ou não ao seu destino. Todas as besteirinhas que eu te mandaria, vou junta-las ao longo do dia e te mandar de uma vez. Sei que o dia ainda não acabou, mas queria já lhe contar; não é engraçado – para não dizer trágico – que justo hoje o tema da minha aula de redação foi "saudade"? Inclusive, o professor leu um texto de autoria dele, e como o achei apropriado para nós dois! Confesso que foi um saco segurar choro na aula...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

note 19

Viver anda doendo demais. Não sei se a dor é pela falta ou pelo excesso, cada um de uma coisa.

confissões pós "primeiro encontro"


Já se passaram tantos meses desde o nosso primeiro "encontro". Encontro entre aspas pois pela palavra "encontro", as pessoas deduzem um jantar romântico, ir ao cinema juntos, juras de amor. Prefiro muito mais o que foi o nosso primeiro encontro, talvez eu prefira exatamente por ser contigo. Já faziam o quê? Uns três meses que nos falávamos mesmo? Acho que sim. Começarei as confissões.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

preferidos

Estava cá pensando, pensando em qual a minha parte favorita do teu corpo. Que coisa mais difícil. Poderia ser clichê e dizer que são teus olhos, que mesmo não sendo azuis, neles me afogo; me afogo pelo mistério, pela hipnose na tua mudança de cores, nas manchinhas que têm. Poderia ser sem vergonha e dizer que é a tua bunda que, junto às covinhas da mesma, tem o encaixe perfeito na minha mão; preenche. Poderia dizer que é o teu cheiro, que é uma mistura do cheiro inexplicável da tua pele e do teu perfume que deve conquistar tantos narizes. Poderia dizer que é a tua pele, que tem o cheiro já supracitado, mas também é cor de leite e tem a textura perfeita. Poderia dizer que são teus ossos: a escápula, quando te vejo de costas ou aperto com as mãos quando deitado encima de mim; ou a clavícula que me aperta o peito quando se deita em mim. Poderia dizer que é o teu pescoço que, coitado!, fica todo marcado pela minha cisma. Poderia dizer que é a tua boca, que marca todo o meu pescoço sem eu sequer notar. Poderia dizer que são tuas mãos, que pegam as minhas para beijar. Poderia dizer que é o teu cabelo, que é maravilhoso para neles meus dedos se perderem, apesar de sempre fugir. Poderia ser a boba apaixonada que sou e dizer que é você todo, porque é... Mas afinal de contas, acho que prefiro manter a discussão em aberto, para todas as partes serem as favoritas enquanto correm os segundos. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

note 18

Falta ar, falta espaço no peito, falta equilíbrio, falta bem estar e até sensação de normalidade. Tudo o que eu sinto é o incessante rodopiar do meu estômago e as agulhas perfurando as palmas das minhas mãos e meus pulsos. 

domingo, 12 de agosto de 2012

divagando

Não sei se é porque a palavra "amor" se tornou banalizada, dita por pessoas que mal se conhecem e não amam realmente a pessoa a quem dizem "eu te amo", mas eu só gostaria tanto de poder criar uma palavra que significasse tudo o que eu sinto por ti. "Amor" parece pouco, "amor" parece ridículo perto do que eu sinto. Nunca disse "eu te amo" pra alguém que eu não realmente amasse, independente do tipo de amor. Acho que afinal de contas, eu disse "eu te amo" para pouquíssimas pessoas nessa vida. Eu lembro que você disse que me amava não muito depois que nos conhecermos melhor. Eu já te amava na época, pra falar a verdade; mas achei que você estivesse dizendo por dizer, só por estarmos nos despedindo depois de uma longa conversa com risadas. Você podia nem me amar de verdade na época, mas ler aquelas duas palavrinhas fez meu coração saltar, e eu ficar toda boba apaixonada, como sempre fiquei em relação a você. E ainda fico. Acho que, pra mim, o pior da palavra "amor", e de qualquer outra palavra em qualquer dicionário nesse mundo, é que nunca vai expressar o que eu realmente sinto. Um livro gigantesco não expressaria o que eu sinto, ou um desenho, ou uma música... Nada realmente expressaria o que eu sinto. Nem eu mesma consigo expressar. Isso chega a ser ridículo de tão frustrante. Nem mesmo estar junto a ti e te abraçar ou beijar ou qualquer coisa... Nada, absolutamente nada, vai conseguir mostrar o que é o meu amor por você. Se eu tento pensar, consigo imaginar – sentir – numa explosão e infinitas cores se fundindo, uma mistura de sensações e texturas e gostos... É confuso mesmo. Pode parecer exagero, ainda mais considerando o quão exagerada eu sempre fui e sou, mas prometo que não é. Acho que a forma mais simples de colocar em palavras o que é o meu amor por você, é que é a coisa mais intensa que eu já senti em toda a vida. Dá até medo sentir isso por alguém, mas é um medo bom; um medo que eu não mudaria. Afinal de contas, divaguei demais e não disse nada... Mas tente sentir uma explosão com infinitas cores, sensações, texturas, gostos, cheiros e um aperto – literal – no coração; é isso que eu sinto por você. 

domingo, 5 de agosto de 2012

sentir falta e saudade

Já ando misturando muito do que é sentir falta e do que é saudade, na verdade. Não sei se sinto ou falta ou saudade, acho que ambos, de uns pequenos detalhes; detalhes que a maioria das pessoas deixaria passar em branco talvez. Sinto falta, e saudade, de estar deitada na rede, esperando você chegar; esperando você chegar com o seu ar pálido, de quem não queria sair de casa mas o fez porque quis; e me plantar um beijo de leve nos lábios. Sinto falta, e saudade, das minhas tentativas de te fazer cócegas e aquela risadinha de leve que você dava quando eu conseguia; e do teu olhar reprovador por conseguir. Sinto falta, e saudade, de tentar definir a cor dos teus olhos em determinado momento; e você me responder que é um camaleão. Sinto falta, e saudade, de ouvir você constatando minha baixa estatura e eu ficando nas pontinhas dos pés, agarrada ao teu pescoço pedindo para não se curvar. Sinto falta, e saudade, de te abraçar com o celular, tocando Frank Sinatra ou Glenn Miller (e até mesmo a música breguíssima do McFly que era meu sonho adolescente dançar), na mão enquanto dançávamos desajeitadamente, quase parados. Sinto falta, e saudade, de tremer quando abraçados enquanto tentamos fumar. Sinto falta, e saudade, de ver teus olhos apertadinhos em uma linha imitando os meus; e de quando rola os olhos me imitando para que eu faça o mesmo; e da tua risada quando eu de fato rolo os olhos. Sinto falta, e saudade, de quando morde os lábios fazendo uma careta que era para ser sensual. Sinto falta, e saudade, de sentir o teu cheiro, que é pele e perfume; e de nunca conseguir explicar qual o cheiro da tua pele. Sinto falta, e saudade, de toda a atmosfera cheia de fantasia, e uma certa utopia, que é estar contigo. Sinto tanta falta, e tanta saudade, de você e você e você. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

note 17

Contraditória é a sensação de deitar e procurar suas pernas, para nelas as minhas se enroscarem. Contraditório pois é triste não encontra-las, contraditório pois é feliz saber que um dia elas estiveram lá.

terça-feira, 31 de julho de 2012

no nosso canto

Gosto das coisas amontoadas, dos lugares pequenos e apertados, dos mil cacarecos jogados pra todos os lados e enfiados em todos os cantos; é aconchegante. E é pensando nessas coisas que gosto que acabo imaginando um futuro para nós dois. Gosto de planos, nós sabemos disso; mesmo não sendo grandes planos, e sim pequenas fantasias... Não é concreto, não visualizo uma casa assim, assim e assada. Temos opções, sabe? Um chalézinho de madeira no campo, com uma lareira; um sobradinho numa cidadezinha de interior, com a tinta da parede descascando; um apartamentinho num prédio pequeno e antigo no meio da cidade, com janelas grandes e cortinas leves; ou qualquer lugar pequeno e singular, cujo telhado seja bom para sentarmos para ver estrelas e a fumaça dos nossos cigarros. São só lugares diminutos, e por algumas razões: é aconchegante, posso ficar perto de ti, e assim a fantasia não fica grande demais e me engole de uma vez. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

se enamorar

Ah, que rapazinho difícil! Havia este rapaz, eram poucas e pequenas as coisas que o enamoravam. Procurou, procurou; e de tanto procurar e não achar, desistiu. Afinal, nada haveria de o fazer se enamorar. Foi bem desistir que o que já não procurava mais, achou. Achou um par de pequeninas esmeraldas, cravadas num rostinho de leite, cuja moldura era de mechas castanhas que se emaranhavam entre si. E não era apenas pelo semblante, longe disso! Fascinação! Assim como a voz de sono da menina é que fazia nosso rapaz sonhar, era a arte dela que o fazia respirar, aspirar, se inspirar, suspirar. Enamorou-se da linda menina, para nunca mais deixar de amar. 

sábado, 30 de junho de 2012

note 15

Quando nada mais está "certo" (na visão popular do certo e errado), as pessoas se voltam aos amigos, aos melhores amigos. O problema é quando nenhum amigo seria o certo para te ouvir nesse momento. E você se volta à música e às letras. É o que eu faço.

terça-feira, 26 de junho de 2012

soneto da fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento. 
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento 
E assim, quando mais tarde me preocure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor que tive:
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. 
                                                                 Vinicius de Moraes - Soneto da Fidelidade

segunda-feira, 18 de junho de 2012

um fragmento do que amo

Amo teu olhar perdido e teus olhos tão misteriosamente verdes. Amo o contraste da tua barba com a tua pele e as roupas familiares. Amo o jeito com o qual me abraça e a sensação de afundar o rosto no teu peito. Amo que toda vez parece a primeira e andar desajeitadamente ao teu lado. Amo nosso silêncio confortável e o jeito como fuma. Amo tuas reclamações e tuas onomatopéias. Amo teus "não sei", "sei lá" e até os "tanto faz". Amo ser pequena a ponto de poder te ver de baixo e os teus cílios. Amo o modo como tua barba me arranha e o teu peso nos meus ossos. Amo brincar de estarmos casados e beijinhos no nariz. Amo beijinhos na testa e me sentir inatingível. Amo o teu cheiro e o teu toque, e não saberia entre qual deles optar. E amei quando, do nada, minha mão você resolveu beijar.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

é a saudade

Te inverte o tempo, muda teus sentidos, te abraça no frio e morde teu pescoço. Te vira o estômago, ocupa tua mente; vem de repente, no profundo do âmago. Faz os ossos saltarem e a boca secar, e os olhos molharem e a dor te rachar. As unhas arranharem e a agonia aumentar. É a saudade. 

note 14

Ando querendo escrever. Tenho muita coisa para escrever sobre, para ser sincera. Mas é tanta coisa, são coisas tão sinceras e minhas, que não sei como por em palavras. Sim, acredito que palavras são uma forma excelente para se expressar. Mas existem coisas que você não expressa, só sente, entende? 

note 13

E quando vejo fotos tuas, não consigo não pensar: "como pode ser tão lindo, em todas as formas?".

quarta-feira, 13 de junho de 2012

note 12

Tenho pulsos tão pequeninos se comparados aos seus. Como disseram, sou pequena e compacta ao seu lado. Gostaria de estar ao seu lado agora. 

domingo, 3 de junho de 2012

quero você

Quero te ver, quero te abraçar, sentir teu cheiro, receber o teu carinho no meu pescoço, mexer no teu rosto, ouvir a tua voz, admirar tua brancura, sentir teus ossos por trás das roupas, correr meus dedos por entre os teus cabelos, sentir o teu peso deitadinho no meu colo, dormir contigo, sorrir sem motivos na tua frente... Eu quero você, quero tudo o que te envolve, quero sentir a segurança que você me faz ter. Quero esse êxtase sem motivos que você é. 

pensar

"Ouça: "A maioria dos homens não quer nadar antes que o possa fazer." Não é engraçado? Naturalmente, não querem nadar. Nasceram para andar na terra e não para a água. E, naturalmente, não querem pensar: foram criados para viver e não para pensar! Isto mesmo! E quem pensa, quem faz do pensamento sua principal atividade, pode chegar muito longe com isso, mas, sem dúvida estará confundindo a terra com a água e um dia morrerá afogado", Hermann Hesse - O Lobo da Estepe. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

coisas fáceis

"Uma vida fácil, um amor fácil, uma morte fácil – tais coisas não eram para mim", Hermann Hesse - O Lobo da Estepe. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

amor

"Si nada nos salva de la muerte, al menos que el amor nos salve de la vida", Pablo Neruda. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

um nada sobre a minha relação com o céu

Por muito tempo da minha vida, andei olhando para o chão; para os meus pés, na verdade. Tropeçava em mim mesma e trombava nas pessoas. Hoje em dia percebo que não consigo mais andar sem estar olhando para o céu; seja de dia, seja de noite. O céu é incrível. Ele nunca está igual, e está sempre estonteante, mesmo quando no breu absoluto no qual nada se enxerga. E continuo tropeçando em mim mesma e trombando nas pessoas. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

note 11

Acho que afinal de contas, sou o que ninguém quer. Nem mesmo sou o que eu quero. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

note 10

Eu só queria ter a coragem de poder viver a vida do jeito que eu quero: sem obrigações. Sem ter o peso da expectativa dos outros encima de mim. Livre. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

o primeiro sonho contigo

É um sonho antigo. Foi um sonho confuso. E provavelmente o primeiro de muitos que tive contigo. Era noite, e a Lua estava enorme, e estava frio. Não sei o porquê você estava no telhado de uma concessionária com o seu antigo amor. Fiquei aflita, tentei te ligar; e quem atendeu foi seu pai, dizendo que você estava com o celular dele, felizmente ele me passou o número. Te liguei, e quem atendeu foi o seu, pra mim, tão assustador antigo amor. Ela estava desgostosa. Mas então depois de muita conversa entre vocês, vocês desceram. E começou a chover; você abriu um guarda-chuva e eu já estava preparada para vê-lo abrigar seu antigo amor. Para a minha surpresa, seu guarda-chuva veio me cobrir, junto com o seu abraço. E eu acordei. E acho que afinal de contas, só resolvi escrever sobre isso para eu não me esquecer do quão boa foi a sensação do seu abraço me acordando. Mesmo que só em sonho. 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

para explicar o amor

"Acho a coisa mais simples, mais definitiva, pra explicar o amor entre duas pessoas: gostava dela porque era ela, porque era eu", Chico Buarque. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

eu e o ciúme

Não queria ser tão ciumenta. Mas aí o ciúme nato e a auto-estima inexistente se fundem e criam o monstro que eu sou.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

note 9

Esse sentimento é estranho, mas um estranho bom. E ocasionalmente me assusta, causa um medo similar à subida da montanha-russa. E despenca, e dá o frio na barriga; e no final do passeio, sempre vale a pena. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

note 8

Quando algo está errado, sinto pontadinhas de agulha nas palmas das mãos, quase nos pulsos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

erro

Às vezes acho que eu exijo demais das pessoas. Exijo bem mais do que elas podem cumprir; e exijo coisas que sequer estão no meu direito de exigir. Faço o que não posso, ao exigir demais delas, e me decepciono. E no final, é tudo um ciclo vicioso que me faz entender que eu faço as coisas erradas, ininterruptamente. E apenas isso. O erro sou eu, e somente eu. 

sábado, 5 de maio de 2012

sobre o rapaz

Era uma vez um rapaz. Este rapaz, tão singular, enxergava o mundo com a mesma singularidade; e vivia a vida da mesma forma, de um jeito brilhante e sombrio. Apenas vivia, não esperava e, muito menos, planejava mais do que isso. Vivendo neste século tão apressado, planejado, calculado e relativamente desprezível, se sentia deslocado. Aos seus olhos, as estrelas apagadas pelas luzes de Paris ainda podiam ser vistas; aos seus ouvidos, cada nota e palavra das músicas podiam ser sentidas; à sua pele, o piscar dos olhos alheios o espancava; a ele, a vida era uma fotografia e não uma longa-metragem. Planos não eram feitos, e promessas só eram feitas sob circunstâncias muitíssimo especiais. Instabilidade era algo que preenchia cada célula de seu ser, e ele não poderia se ver de forma diferente. Cheirava a café, algo limpo, cigarros, vinho e viagens; e deixava rastros de algo semelhante a pó celestial. E quando queria, surgia na vida de alguém com rapidez; e se quisesse, desaparecia mais rápido ainda. Era, admito, alguém difícil de se lidar; e ainda assim, cativava quem passasse pelo seu caminho. Ou melhor, no caminho de quem ele quisesse passar por. Com tanta incerteza, era decerto que fazia melhor à razão e à sanidade de qualquer indivíduo não ter seu caminho cruzado por ele. Mas se por ventura alguém fosse escolhido para viver um período de tempo com o rapaz, e mais tarde tivesse a opção de voltar no tempo e fazer o contrário, acabaria que não mudaria nada. E qual a surpresa em dizer que a menina que vos escreve se apaixonou pelo rapaz?

terça-feira, 1 de maio de 2012

três meses

Fazem exatos três meses que eu me senti inatingível. E acho que eu estava mesmo. Nada poderia me atrapalhar naquela tarde; somente, talvez, a distância iminente. Fazem exatos três meses que eu venho sentindo uma lembrança me abraçar.

sobre se apaixonar

Se apaixonar é como se pegassem tudo o que você é, colocassem em uma corda bamba, com dois pesos diferentes de cada lado, encima de algum ácido ou até lava; e ter de se virar com isso. E mesmo quando você inevitavelmente se desequilibra e cai, não se lamenta. 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

note 6

Naquela tarde, mergulhada num abraço que parecia inacabável, senti que nada mais no mundo existia. Eu estava inatingível. 

cigarro de madrugada

Toda noite, quase de madrugada, eu fumo meu cigarro. Gosto de fazê-lo principalmente quando está frio. E percebi algo inevitável: eu sempre penso em você nessa hora; e sinto uma saudade absurda. O que é estranho, porque fisicamente nunca passamos nenhuma madrugada juntos. É certo que passamos muitas madrugadas conversando, e as madrugadas mais longas eram as melhores; parecia que só havíamos nós dois no mundo, e isso era incrível. Vai ver porque às vezes, por mais egoísta e meio assustador que isso possa soar, eu queria o mundo desse jeito: só com a gente nele. Quero passar o máximo de madrugadas frias, e até as quentes, contigo; fumando, bebendo, tentando te fazer cócegas, reclamando, te abraçando e fazendo nada. E eu sou chorona, você sabe disso, todos sabem disso; e nas minhas madrugadas sozinha, fumando e bebendo água gelada e pensando em você, eu sinto uma vontade angustiante de chorar; raramente o faço, ainda bem. Desculpa se isso for pedir muito. É só que, sei lá, acho que você entrou na minha vida de forma muito rápida, e fez um estrago enorme nela. Não um estrago ruim, só um estrago estranho. Um estrago que me faz ter uma certeza quase absoluta de que por mais que um dia você possa vir a se cansar de mim, eu sempre vou, inevitavelmente, acabar pensando em ti, nem que seja um pouquinho, quando eu fumar meu cigarro de madrugada. 

domingo, 22 de abril de 2012

sobre a saudade

saudade
sau.da.de
sf (lat solitate) 1 Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2 Nostalgia. 

Saudade é o vazio que sinto quando não estou contigo. Saudade é o medo que sinto mesmo quando estou grudada em ti. Saudade é sentir teus braços em volta de mim mesmo quando estamos a anos-luz de distância. Saudade é lembrar perfeitamente da sensação dos teus dedos no meu pescoço. Saudade é o frio na espinha quando lembro da tua voz ao pé do meu ouvido. Saudade é querer encaixar o meu rosto no teu ombro. Saudade é sorrir sozinha. Saudade é sentir o teu cheiro. Saudade é querer-te para mim. Saudade dói. Saudade é uma verdadeira loucura. 

excesso

Às vezes (na maioria das vezes, confesso), eu tenho medo de viver demais as coisas, as situações, os momentos, tudo. É tudo muito intenso, eu sinto tudo de forma intensa demais. Quando há uma rachadura, eu parto em pedaços; e quando quebra, eu me desfaço completamente. Por que é que eu tenho que ser assim? Complicado. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

à noite

"À noite – enorme, tudo dorme, menos teu nome", Paulo Leminski. 

happy ending?

"There are no happy endings. 
Endings are the saddest part,
So just give me a happy middle
And a very happy start", Shel Silverstein. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

uma carta

Já ensaiei essa conversa tantas vezes na minha cabeça, em noites mal dormidas. Nesse momento você deve estar dormindo no quarto ao lado. E eu queria estar aí contigo; espero que saiba disso. Uma vez tentei te explicar o quanto eu te amo. Obviamente, a tentativa foi falha. E depois de tantas noites sem conseguir dormir em paz, descobri o que tinha de errado na minha tentativa de explicação: o que eu sinto por você ainda não tem nome, não pode ser explicado. Tudo entre a gente é muito intenso, eu descobri. Veio rapidamente, sem dar nem uma dica do baque que ia ser. E como disse Mário Quintana, "tão bom morrer de amor e continuar vivendo". E eu, toda rainha do drama como sempre fui, estou morta de amor por ti. Aliás, não de amor; e sim daquele sentimento inexplicável que ainda não tem nome. Engraçado que eu, atraída por drama como você bem sabe, sempre achei doentiamente lindo esses relacionamentos conturbados e destrutivos. Mal sabia eu que a gente seria meio assim; por mais que seja maravilhoso estarmos juntos o tempo todo, nossa personalidade incomum e insegura faz com quem qualquer coisinha do mundo de fora nos afete. "Uma relação boa não pode ser assim", é o que qualquer pessoa normal pensaria. Mas ao meu ver, o amor (mais precisamente o nosso inexplicável sentimento) nunca é completamente feliz. E apesar de todo o mal que a gente me faz, sempre achei que valia a pena; e ainda acho. Mas é aí que vem o sentimento inexplicável novamente! Não sei se acho que vale a pena te machucar por um "nós". Afinal, o que um cara como você pode querer em uma garota como eu? Eu não valho seu sofrimento, acredito piamente nisso. E acho que é isso que o sentimento esquisito significa pra mim: me importar infinitamente mais contigo do que comigo. E como eu já disse, não acho que eu possa te oferecer muito; há um mundo inteiro de pessoas melhores que eu por aí. E no meio delas, tem alguém que vai te fazer bem; diferentemente de mim. E mesmo quando encontrar esse tal alguém, não significa que vou sumir da sua vida. Acho que essa é a hora que eu me admito egoísta: eu não conseguiria te deixar de verdade. Nunca. Então, amor, acho que agora eu vou embora; te dar um pouco de espaço, um pouco de paz que nunca teve ao meu lado. Logo está amanhecendo, e minhas coisas já estão arrumadas para ir embora; estranho que eu não me sinto pronta para ir embora. Você vai encontrar essa carta embaixo do seu maço de cigarros. Aliás, já encontrou, não? E eu espero que depois de tantos devaneios meus, você finalmente tenha idéia de pelo menos um milésimo do que eu sinto por você. O "muito mais que amor" que eu sinto por você. Como eu disse, nunca sumirei da sua vida (mesmo se eu quisesse, eu não conseguiria); logo menos eu estou aqui de novo. Mas quando eu estiver aqui de novo, vai ser só para te ver feliz e nunca mais sofrer. Nós nunca gostamos de despedidas; e isso com certeza não é um "adeus", é somente um "até logo". Para sempre sua, Eu.
                                                                                                            20/02/2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

note 5

E o vazio é tanto, que transborda de mim...

um pouco sobre o amor

Amor. Incrível como essa palavra tão pequena move o mundo, não? Existem tantos tipos de amor no mundo; mas vamos falar do amor romântico. O amor romântico, na visão popular, é aquele te convence a querer ficar junto a alguém para sempre. Na verdade o amor romântico, como todos os outros amores que existem, não pode ser explicado por ninguém; e eu não ousarei tentar explicar algo tão além de mim. Mas o tão misterioso amor me fez perceber algo: amor te faz altruísta. O amor verdadeiro faz você se importar com a pessoa amada muito mais do que jamais se importará consigo mesmo. O amor é lindo; e mesmo lindo, te magoa. Pode te magoar de formas infinitas. E o altruísmo supracitado que o amor te obriga a ter, te faz se magoar para que o amado seja feliz. Então, resumindo: o amor é aquela sensação esquisita que dói e te dá prazer ao mesmo tempo, que faz você esquecer de si e só pensar se o amado está bem. Mesmo que esteja bem, bem longe de ti.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

caricatura

Sabe aquela caricatura da boba menina apaixonada? Os olhos sonhadores, o sorrir sozinha, o sorrir com os olhos, o chorar de amor, o não-dormir de toda noite, o suspirar por lembranças, o sonhar acordada... Esses são só alguns exemplos da lista clichê e inacabável. E me envergonho em ter de admitir que você pintou tal caricatura no meu rosto, e ela não quer sair.

domingo, 15 de abril de 2012

Alex to Alexa

"My mouth hasn’t shut up about you since you kissed it. The idea that you may kiss it again is stuck in my brain, which hasn’t stopped thinking about you since well before any kiss. And now the prospect of those kisses seems to wind me like when you slip on the stairs and one of the steps hits you in the middle of the back. The notion of them continuing for what is traditionally terrifying forever excites me to an unfamiliar degree", Alex Turner's love letter to Alexa Chung. 

sábado, 14 de abril de 2012

sobre o meu sótão

Guardo muita coisa. É quase como se fosse o sótão de alguma avó muito sentimental; do tipo que guarda uma lembrança de cada dia de sua vida e da de cada filho, neto e bisneto. Meu sótão vive em partes, despedaçando, por entre meus medos e por entre meus dedos. As caixas de fotos empoeiradas são as imagens que eu guardei da gente; que assim como a caixa, precisam de um esfregão para que a poeira saia e tudo fique mais claro. As tábuas soltas do chão, que nos fazem tropeçar, são as brigas, os gritos, o pranto. O cheiro de mofo, que nessa analogia pode não parecer agradável mas juro que é, é o teu cheiro familiar, que eu sei que sempre vou encontrar no meu pequeno grande sótão. E aquele poltrona velha, tão confortável, sempre coberta por um lençol para que não pegue pó... Ah, a poltrona é o teu abraço! O abraço que por mais que permaneça embaixo do lençol por um bom tempo, eu sempre saberei que está no sótão para eu me aninhar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

sobre o que não houve

Tão rápido quanto o derreter de um floco de neve, o que tanto me fazia sorrir acabou. As músicas ainda são as mesmas, assim como o meu coração, que agora só bate mais lentamente. Se eu pelo menos pudesse dizer que o reencontro que eu tanto ansiava não ocorrerá; mas não, não houve encontro. Não haverá. Os diálogos que tanto ensaiei mentalmente vão se dissolver com o tempo, ou nem isso. No fundo sei que tais diálogos se manterão quietinhos no fundo da minha cabeça. Todas as coisas planejadas, diálogos ensaiados, encontros ansiados; todas essas coisas darão as mãos e juntos irão para o mundo de fantasia que eu estou criando. Lá é lindo, sabe? Lá o floco de neve não derreteu, e o sorriso não acabou. As músicas, ao invés de me fazerem chorar, me fazem querer dançar. Lá temos um encontro, um reencontro e muito mais. No mundo de fantasia, os diálogos se tornam realidade e dão certo; são lindos. Ainda estou me perguntando onde que eu posso comprar minhas passagens para lá.
                                                                                                            21/01/2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

sobre a inconstância

Tudo o que acontece aqui é tão inconstante. A sensação que tenho é de que entornei pelo menos três garrafas de vinho; as coisas giram. E ao invés dele ser meu ponto fixo, ele é aquele que me dá um impulso para girar um pouco mais.

note 4

Sobre o suicídio... Acho que a forma mais pura de altruísmo, apesar do tom narcisista disso, é se manter vivo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

it's only love

"It's only love and that is all, but it's so hard loving you", The Beatles - It's Only Love. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

sobre o ciúme

ciúme
ci.ú.me
sm (lat vulg *zelumen) 1 Inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração. 2 Vigilância ansiosa ou suspeitosa nascida dessa inquietação. 3 Ressentimento invejoso contra um rival ou suposto rival mais eficiente ou mais bem-sucedido, ou contra o possessor de uma vantagem material ou intelectual cobiçada.

Ciúme tenho eu do ar, que está a tua volta o tempo todo. O ar, o tempo, as pessoas, a paixão que emanas; tudo que transborda de ti e te afogas. Enquanto aqui, tão longe, eu me afogo na agonia que a saudade traz.

domingo, 8 de abril de 2012

note 3

Engraçado como no fundo, não sei o porquê, eu ainda fantasio que um dia você vai aparecer aqui de surpresa, apenas pra me ver, sabe?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

sobre as estrelas

Quando eu tinha cinco anos de idade, minha irmã mais velha me contou que o que ouvíamos nas conchas não era o mar. Não me abalou muito, confesso. Entretanto, me contou também que as estrelas, as tão lindas estrelas, já estavam mortas, mas que por estarem tão longe da gente, a sua luz só chegava até nós agora. Eu chorei. Chorei mesmo. Não tinha um porquê de eu ter chorado, mas eu o fiz mesmo assim. Sentia e sinto a presença delas tão perto e tão longe, ao mesmo tempo. Vai ver era a lenda de fazer um pedido quando se via uma estrela cadente; ou até mesmo, uma lenda não tão conhecida assim, a de fazer um pedido para a primeira estrela que eu visse toda noite. Não importa. As estrelas podem estar mortas, mas eu as buscaria onde quer que estivessem. Triste mesmo é não vê-las na cidade; não ver a morte delas, que mesmo tão triste é igualmente bela. As luzes da cidade invejam a luz das estrelas.

note 2

Sua alma era tão sensível. Tão sensível que eu quis morrer. E assim, quem sabe, com a minha alma você poderia completar a sua.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

sobre a menina triste

Havia essa menina. Ela chorava todas as noites, abastecia o mar com as suas lágrimas. Tão linda. Vivia sorrindo, sorrindo um sorriso bonito. As coisas mais bonitas são também as mais tristes, não? Olhe as estrelas; elas brilham, iluminam os que sonham acordados, e já estão mortas, descansando em paz. As rosas, por vezes oferecidas de uma alma apaixonada para sua musa inspiradora, essas também morrem, elas murcham; murcham como as pessoas fazem quando não sabem mais o porquê de continuarem vivendo. Assim fazia a menina bonita. Ela continuava vivendo, e murchando por dentro. Mal sabia ela que seu lindo sorriso triste regava a vida de alguém.

note 1

Meu estômago reflete perfeitamente bem o meu estado emocional. Ele vive enjoado. Nunca está bem.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

estar perto não é físico

Poderia ser aqui do meu lado, na casa vizinha, na esquina da rua de cima, no aglomerado de bairros tangenciando a minha cidade, na cidadezinha de interior no outro estado, no país aqui pertinho, na outra ponta do continente, no outro lado do oceano, no extremo oposto do planeta, fora da Terra, na imensidão do Universo. Sentiria sua agonia, o seu vazio e a pequena fagulha de esperança que há em você. Sentiria seu cheiro, seus olhos tristes e a sua pele fria com a mesma intensidade. Meu estômago e coração congelariam e revirariam da mesma forma se fosse aqui ou lá. Estaria por perto para vê-lo definhar, brilhar e voar. A distância é relativa; poderia não te tocar, e ainda assim sentir seu toque. E aquela pequena fagulha de esperança? Eu a alimentaria com a minha vida.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

teoria sobre a morte

Tenho uma teoria, que não foi criada sobre nenhum fato ou estudo, sobre a vida. No caso, a morte. Para ser sincera, ela não faz o menor sentido. Mas eu sinto isso o tempo todo, e isso me basta para que eu a tome como uma verdade minha. Tantos livros, filmes e até pessoas falam que quando morremos, assistimos um filminho da nossa vida inteira. E será que ninguém nunca pensou que o que chamamos de vida agora, é na verdade esse filminho? Para mim é isso, a gente já morreu, tá morrendo, tanto faz. Mas o que chamamos de vida, é a morte. E todo esse drama, alegria, suspense, romance e horror, e tantos gêneros mais, já acabou. Então pra que ter medo de uma coisa que estamos vivenciando?

domingo, 1 de abril de 2012

whatever works

"That's why I can't say enough times, whatever love you can get and give, whatever happiness you can filch or provide, every temporary measure of grace, whatever works", Boris Yellnikoff - Whatever Works (Woody Allen). 

post 1

 
My first post couldn't be more accurate.