Ah, que rapazinho difícil! Havia este rapaz, eram poucas e pequenas as coisas que o enamoravam. Procurou, procurou; e de tanto procurar e não achar, desistiu. Afinal, nada haveria de o fazer se enamorar. Foi bem desistir que o que já não procurava mais, achou. Achou um par de pequeninas esmeraldas, cravadas num rostinho de leite, cuja moldura era de mechas castanhas que se emaranhavam entre si. E não era apenas pelo semblante, longe disso! Fascinação! Assim como a voz de sono da menina é que fazia nosso rapaz sonhar, era a arte dela que o fazia respirar, aspirar, se inspirar, suspirar. Enamorou-se da linda menina, para nunca mais deixar de amar.
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