Gosto das coisas amontoadas, dos lugares pequenos e apertados, dos mil cacarecos jogados pra todos os lados e enfiados em todos os cantos; é aconchegante. E é pensando nessas coisas que gosto que acabo imaginando um futuro para nós dois. Gosto de planos, nós sabemos disso; mesmo não sendo grandes planos, e sim pequenas fantasias... Não é concreto, não visualizo uma casa assim, assim e assada. Temos opções, sabe? Um chalézinho de madeira no campo, com uma lareira; um sobradinho numa cidadezinha de interior, com a tinta da parede descascando; um apartamentinho num prédio pequeno e antigo no meio da cidade, com janelas grandes e cortinas leves; ou qualquer lugar pequeno e singular, cujo telhado seja bom para sentarmos para ver estrelas e a fumaça dos nossos cigarros. São só lugares diminutos, e por algumas razões: é aconchegante, posso ficar perto de ti, e assim a fantasia não fica grande demais e me engole de uma vez.
terça-feira, 31 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
essa pequena
"Temo que não dure muito a nossa novela, mas eu sou tão feliz com ela", Chico Buarque - Essa Pequena.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
se enamorar
Ah, que rapazinho difícil! Havia este rapaz, eram poucas e pequenas as coisas que o enamoravam. Procurou, procurou; e de tanto procurar e não achar, desistiu. Afinal, nada haveria de o fazer se enamorar. Foi bem desistir que o que já não procurava mais, achou. Achou um par de pequeninas esmeraldas, cravadas num rostinho de leite, cuja moldura era de mechas castanhas que se emaranhavam entre si. E não era apenas pelo semblante, longe disso! Fascinação! Assim como a voz de sono da menina é que fazia nosso rapaz sonhar, era a arte dela que o fazia respirar, aspirar, se inspirar, suspirar. Enamorou-se da linda menina, para nunca mais deixar de amar.
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