sexta-feira, 29 de novembro de 2013

monólogo, saudade e uma lista

Eu não sei o que eu estou fazendo, sabe?
Eu passei todos os últimos dias só me sentindo vazia, sentindo falta e saudade de você, e de te contar as coisas... Eu continuo contando-as a você mentalmente, sabia? Que nem eu sempre fiz. Na verdade é bem isso, nada mudou por aqui. Suas fotos estão no lugar delas, seu casaco tá sempre comigo, o cheiro do seu perfume tá sempre na ponta do meu nariz... Ainda tenho uma caixa de cigarros seus escondidos atrás dos meus rolos de filme. Realmente nada mudou aqui. A única diferença é que agora passo meus dias tremendo – não tem um só dia que eu não passei 70% do meu dia acordada tremendo – e enjoada. Isso é algo realmente chato. Eu te prometi que me cuidaria, que não passaria mal, mas isso é realmente inevitável – eu passo mal o tempo todo. Eu fico enjoada o tempo todo. Eu queria até fazer uma lista das coisas que me enjoam. Na verdade não, na verdade sim, mas o não é porque é melhor pra você. Não sei, além de toda a saudade e a falta que eu sinto, no fundo eu sinto uma pontinha de "raiva" de você, sabia? Não raiva de verdade, nem ódio de verdade, porque eu nunca conseguiria sentir essas coisas de você; mas raiva do jeito com o qual você tá lidando com tudo, sabe? Eu realmente odeio o jeito com o qual você tá lidando com tudo. Mas é bom que você esteja lidando... Eu só odeio ter estragado tudo, e eu odeio que agora outras pessoas estejam tirando suas fotos. Ainda mais essas outras pessoas específicas. Afinal, eu já tô me submetendo ao ridículo por escrever isso tudo, e sem saber se você vai ler porque você procurou, ou se vai porque vou te avisar que isso existe; então eu posso falar o quanto eu odeio que justo essas pessoas estejam aí com você, tirando fotos de você. Eu estava pensando que se você quisesse saber de mim, já teria entrado aqui, me procurado aqui. Ah, outra coisa que me dá muita raiva: você ter me bloqueado de tudo... Sabe, entendo que queira me excluir e tudo o mais, mas acho cruel me bloquear; justo eu, a louca stalker que realmente precisa saber um pouco de você. É o que me mantém indo, sabe? Saber um pouco de você me mantém ainda meio consciente. Me dá raiva que tenha substituído as fotos que tirei de você, sabe? Não sei, é que eu realmente entendo, a gente tá lidando com tudo de formas diferentes, eu sei mesmo... Eu não mudei nada aqui, e você parece ter mudado tudo aí... Isso me faz lembrar: por favor, por favor mesmo, não joga nada que eu te dei fora, tá? Isso se já não jogou... Mas não joga... Se quiser jogar, manda pra mim, sério. Só não queria perder nada, porque até minhas surpresas de Kinder Ovo são importantes, sabe? Tá muito confuso fazer isso agora. Isso de te escrever, sem nem saber se você vai ler ou não. O pior é que eu ainda tinha um pingo de esperança que você tivesse vindo aqui, mas não veio... Mas tá confuso fazer isso agora porque eu já tô há duas semanas – que estão parecendo dois anos infernais – juntando coisas na minha cabeça, e eu vou te contando mentalmente, e agora não consigo lembrar de tudo pra te contar. Eu queria fazer uma mini-lista do que eu me lembro agora, posso? Posso, obrigada. 

- Eu não passei na primeira fase da Fuvest (e por sinal, fiquei esperando você me dar boa prova... Isso não aconteceu, mas entendo que não). 
- Fui no oftalmologista e eu sou muito cega mesmo. Não muito mesmo, porque tenho 1,50 de astigmatismo em um olho e 1,75 de astigmatismo e 0,50 de miopia no outro. Mas eu senti muita diferença ao olhar nas lentes da maquininha... Já comprei uma armação de óculos, acho que você gostaria deles. Mas ainda não estou usando, os óculos, as lentes, em si, ainda não foram feitos. 
- Eu tentei não, mas uma das muitas vezes que passei mal, foi quando vi aquela foto da sua mão, do seu cigarro, aquela foto não minha... 
- Eu passo o dia pensando se você tá bem, e falando mentalmente pra você que se você não estiver se cuidando, eu espero muito mesmo que você se sinta culpado demais por fazer isso comigo. Realmente quero que você se sinta culpado por não se cuidar por mim. 
- Eu fiquei tremendo e quase passei mal quando vi aquela menina daí no The Voice hoje, enquanto meu pai assistia. Não sei, só não gosto de lembrar de pessoas que possam estar relacionadas a você – e que não são eu. 
- Eu acho que eu tô começando a ter enxaqueca. Eu tô com uma dor de cabeça incessante há duas semanas, e são as piores que já senti na vida. 
- Eu fiz strogonoff anteontem, ou ontem, não sei, e lembrei que você gosta do de camarão, apesar de te fazer meio mal.
- Eu comprei beterraba esses dias, e ralei, e também lembrei de você. 
- Também acho que ultimamente eu tô quase que constantemente com febre, ou com temperaturas muito estranhas. Às vezes eu tô muito gelada. 
- Sempre fico me perguntando se tudo o que você tá fazendo agora é o que você sempre realmente quis fazer, e não fazia por medo de não me deixar mal... Se é isso, é bom que faça, quero que faça tudo o que quer. 
- Quase te retwittei algumas vezes, mas achei que seria estranho fazer isso. 

Por enquanto a lista é isso, mas porque esqueci mais da metade das coisas que eu tinha pra te falar. Mas isso de você se sentir culpado é muito sério. Eu espero do fundo do meu coração – que brega falar isso – que você sinta todo o remorso e a culpa do mundo em todo e qualquer momento que você não se cuidar. Espero que você veja a minha cara de dó, mas uma cara triste de verdade, chorando, como eu estou agora. Porque você me magoa demais não se cuidando. Também fiquei magoada quando vi que me deletou de todos os lugares do mundo. O engraçado é que tô escrevendo isso tudo e não faço ideia se algum dia você vai ver. Não sei, eu realmente esperava que você viesse aqui procurar algo, mas é bom que faça o que te faz bem. E se algum dia ler isso, espero que não tenha gente aí do lado lendo também. O meu papel de ridícula deve ser minimizado o máximo possível, por favor. Mas, sei lá, eu ia te mandar uma mensagem no celular, e avisar que tinha coisa aqui. Mas nem sei se você ainda o usa. Deve usar até... Mas provavelmente me deletou de tudo também... Guarda bem o nosso celular verde tijolinho, tá? Achei que "te" falar isso tudo ia me ajudar, mas não sei se ajudou, se piorou, se tá igual... Acho que tá igual, acho que não fico mais bem, sabe? Eu me sinto morta, vazia e apática o tempo todo, isso quando não me sinto miserável. Mas se algum dia ler isso, vou ficar feliz, porque eu só quero que você saiba como eu sinto falta, saudade e ciúme de você. Mas provavelmente é injusto eu te procurar pra ler isso tudo, porque você parece estar conseguindo, ao menos um pouco, ao menos fingir que, "move on", sabe? Mas só quero que saiba que eu amo tanto você, que eu vou mesmo morrer. Vai ser sempre assim. E se te fizer bem, eu quero que lembre sempre, o tempo todinho, que eu amo tanto você, que eu vou morrer. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário